saga de uma tímida/insegura/atrapalhada/parva cujo dom é sonhar

Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Hoje estou mais contentita. Porquê? Principalmente por causa do sol, ele já lá tava ontem e ante-ontem mas pronto, hoje estava mais bem disposta, sem nunhum motivo assim especial. Ontem um amigo convidou-me para a missa de finalista, fiquei melancólica orque ele entrou um ano depois de mim e já está com o curso quase feito. O curso dele é diferente, é mais para a vertente do talento que se tem, não é tanto de estudar, requer esforço mas é um esforço diferente. Bom, não quero estar a pensar muito nisso, eu sei que não sou a única a ter disciplinas para trás no meu curso e sei que enfim, não corre a toda a gente da mesma maneira. Bem, não fiz grande coisa hoje, passeei um bocado de carro com a minha mãe, fui lanchar. Estive a pensar no meu avô que eu nunca conheci. É engraçado que apesar de não o ter conhecido quando era pequena e ia à catequese, por livre e espontânea vontade sem dar conhecimento a ninguém, sabia que ele estava enterrado no cemitério lá da igreja onde tinha catequese e fui procurar onde ele estava. Fui lá algumas vezes e nem sabia o que se fazia, não sabia se se rezava se se falava, axo que fiz as duas coisas. Axo que ele era muito boa pessoa, tinha defeitos e coisas típicas da época mas axo que era muito boa pessoa. É engraçado que no outro dia falava de fé e de religião e há uma coisa que eu sinto desde cedo que é uma ligação com o meu avô. Não me viro tanto para questões religiosas mas se calhar viro-me mais para "falar" com o meu avô, axo que às vezes penso se a energia dele não estará comigo às vezes para me proteger. Sei lá tenho essa coisa, não quero pensar muito no que acredito ou não não vale a pena por nomes às coisas axo eu, são coisas intimas, pessoais. Bom espero que estejam todos bem dispostos com o solinho, com muito bom humor, muito amor e muita coisa boa.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 22:11
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Fui ver o Um sonho possivel com a minha mãe e gostei muito, pela companhia e pelo filme. A história foi tão fofinha e quando vi que era  baseada em factos reais fiquei ainda com mais admiração por aquilo. Ainda não vi nenhuma crítica ao filme, não sei se dizem bem ou mal, notei há uns tempos no tom de um comentador que axava que o filme não tinha sido grande coisa mas enfim, eu gostei essencialmente da prestação da Sandra Bullock que adoro e da história. Faz-nos pensar como podemos fazer a diferença na vida das pessoas. Eu penso muito nisso axo que é uma das minhas ambições, tenho vontade de fazer a diferença na vida das pessoas, no sentido positivo obviamente. Normalmente não é nesse sentido, da adopção de uma criança, ou neste caso quase de um adulto, mas gosto muito quando ensino qualquer coisa a uma criança, por exemplo, na esperança que um dia ela se lembre que eu lhe ensinei aquilo. No filme uma mulher adopta um jovem quase de dezoito anos que lentamente vai revelando que teve uma vida dificil, dá-lhe a primeira cama, lê-lhe a primeira história. Bom, é muito giro e pensar que alguém teve aquele bom coração é bom. Axei giro que se tratava de uma familia que toda ela estava bem formada no sentido em que as crianças sentiram um pouco o desconforto de ter uma pessoa estranha e diferente lá em casa mas acabaram por aceitar tudo aquilo porque era o certo, porque faze-lo os fazia sentir uma satisfação. Falou-se nisso também, na satisfação que tiramos ao fazer bem aos outros. Eu axo isso bonito mas bastante controverso. Quando fazemos alguma coisa pelos outros sentimos satisfação por nós ou por ela? Enfim, são coisas que me estão a passar pela cabeça agora mas axo que não vou entrar em muito pormenor. Mas às vezes é dificil dizer até que ponto as pessoas estão de facto a fazer alguma coisa realmente pelos outros. O ideal era que fosse como no filme, uma pessoa ver outra que está mal, que está a sofrer e pegar nela e ajuda-la no que era possivel e fazer com que muita coisa boa fosse possivel. Enfim, mas se calhar as coisas não são tão lineares e é preciso que as pessoas queiram ser ajudadas. Enfim já estou a divagar muito e a pensar em coisas que nem têm muito a ver com isto. O que concluo disto é que é muito bom ver que as pessoas podem fazer muito bem a outras sem pedir absolutamente nada em troca embora se espere sempre e legitimamente o afecto da outra pessoa. E no fundo tudo se baseia nisso, no afecto e no amor. Relativamente a isso da adopção ouvi ha uns tempos uma mulher que adoptou um filho e não pos qualquer limitação ao tipo de criança, idade, sexo, doenças, limitações. Não devia ser nada de espectacular. Mas é. Não sei se era capaz de faze-lo, não sei se teria coragem de adoptar uma criança que tivesse uma doença ou uma limitação. Não sei se era suficientemente corajosa ou psicologicamente forte para aguentar algum sofrimento que criança podesse vir a ter, se já soubesse que isso era possivel. Mas quando engravidamos não passamos pelo mesmo? Não podemos dizer se queremos loiro de olhos azuis, perfeitinho e quando o temos, normalmente, mesmo que nao fossemos fortes antes, ficamos fortes e correspondemos às necessidades que a situação exija. Disse que não sabia se tinha coragem de adoptar uma criança com algum problema maior, mas também axo que não era capaz de escrever numa folha que queria uma criança de tal idade, com tais características. Não estou a julgar ninguém, as coisas não são assim tão simples. Enfim sou muito idealista mas não sei se sou muito corajosa, talvez um dia crie algum espaço que permita umas condições mais ideais para algumas crianças. Axo que isso me ia realizar muito. Espero ter a coragem.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 00:19
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