saga de uma tímida/insegura/atrapalhada/parva cujo dom é sonhar

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Hoje descobri uma coisa tão querida, tão quentinha. A minha flor é uma coisa bastante rara, mas eu gostei dela antes de saber isso, fui descobrindo. Aliás até hoje tinha dúvidas se realmente não existiria já alguma espécie ou se só se conseguiria com engenharia genética e realmente já se concebeu e conheceu um resultado de engenharia genética que se neste momento não se encontra perfeita, anda lá perto. Seja como for lembrei-me de fazer uma breve pesqueisa e encontrei logo uma história ou lenda, não sei bem, sobre a flor e percebi que era de facto rara, fruto do sonho de alguém. Ou seja, simboliza o sonho. Interessei-me e comecei a pesquisar mais e vi o significado que foi dado à flor e axei que ela tinha tanto a ver comigo e eu "escolhi-a" para minha flor favorita antes de saber disso. É como se se sentisse aquela afinidade com alguma coisa sem se conseguir explicar e a explicação viesse a seguir. Axei muita piada realmente. Eu tenho alguma dificuldade em acreditar no que não posso comprovar de alguma forma, não rejeito mas não consigo acreditar sinceramente. Mas há certas coisas que me fascinam, aquelas coincidências, alguma mistica enfim. Aliás ultimamente axo que tenho vindo a acreditar mais em coisas que costumava justificar com argumentos céticos. Enfim, eu realmente só podia gostar de uma flor muito rara lool. E é um desabafo que me apeteceu vir aqui contar.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 21:28
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Domingo, 12 de Setembro de 2010

O meu dia foi melhor do que ontem, não estava tão triste, não pensei muito, acordei, almicei, fui tomar café, tive visitas, enfim. Até tive bem. Há uns dias reparei no messenger que o afilhado de uma amiga de liceu (e antes disso até) tinha nascido. Não sei porquê (ou se calhar sei) não me apeteceu ir falar logo com ela. Hoje fui falar com ela e claro que a resposta foi um silêncio. Já é habito dela, devo ser transparente para ela. A sério ainda no outro dia disse que não se devia correr atrás de quem foge (quem disse isto foi a Diana Chaves no Alta Definição) mas a verdade é que me encomoda. Caramba eu nunca lhe fiz mal nenhum, sempre falamos carinhosamente uma para a outra, para aí no sexto ano descobrimos que tinhamos afinidades e começamos a ficar amigas, fomos bastante amigas, faziamos parte do mesmo grupo restrito no liceu enfim. Depois fomos para a Universidade e afastamo-nos como aconteceu com todos mas a sério que a maior desilusão foi com ela. Não fui a única mas sempre perdoei as faljhas dela porque ela é mesmo despistada, era capaz de marcar coisas e não aparecer ou chegar ou uma hora de atraso enfim, mas eu sempre lhe perdoei essas coisas quando o P. por exemplo que é quase como um irmão se zangou várias vezes. Mas chegou a um ponto que cansei de ser parva. De cada vez que vou falar com ela no messenger ela ignora-me, não me responde, é capaz de entrar e sair e não me responder, já lhe disse isso e ela disse que tava a fazer trabalhos ou assim, mas de férias não tem desculpa para me dar além disso acontece de todas as vezes. Além disso de cada vez que saímos ela fala imenso das coisas que faz no curso dela e assim e eu gosto muito de a ouvir mas nesta altura, aliás, desde que fomos juntas à benção das pastas do P. que percebi que ela, como foi sempre a menina que chamava a atenção por ser querida e baixinha e redondinha, pequenina enfim, era querida e continua a ser mas axo que por isso talvez começou a axar que toda a gente lhe suporta tudo e nessa benção das pastas quis um protagonismo que eu nem imaginei tirar-lhe mas o facto de ela se querer afirmar mais importante do que eu ali porque tinham sido criados juntos fez-me ver que ela tem a necessidade de se impor sei lá. Enfim, seja como for eu já gostei muito dela, já a considerei a minha melhor amiga e agora sinto uma desilusão tão grande. Que mal lhe fiz eu para me ignorar, não foi por a chatear com os meus desabafos concerteza porque nunca chateei ninguém com isso apesar de às vezes me saírem desabafos mais derrotistas e não gostar disso, mas nunca chateei ninguém de certeza, por isso tive a necessidade de criar este blog, porque não sou capaz de entediar ninguém com as minhas coisas, já chego eu. Sinceramente não percebo porque ela tem uma aversão tão grande em responder-me a uma mera pergunta em que só queria felicitá-la pelo nascimento do afilhado. Aliás coisa que ela não faria se visse alguma coisa no meu messenger porque eu sou invisivel para ela. E o que me magoou mais foi ver que ela comentou uma foto qualquer de uma colega nossa que já não vê há imenso tempo, toda carinhosa e não sei quê. Se calhar isto é parvo e é um bocado ciumes mas fiquei magoada porque já fomos tão xegadas e ela não é capaz de fazer o mesmo por mim sequer, nunca comentou nada meu, se eu disser que me vou atirar de uma ponte na minha frase do messenger ela não vai lá perguntar se tá tudo bem (e depois de escrever isto vejo o peso destas redes sociais na minha própria vida, também já fui atingida e nem tinha percebido bem). Tou muito magoada a sério, tou desiludida. Ninguém me pode dizer que não posso valorizar isto. Pelo menos até certo ponto. Eu axo que o problema não é própriamente meu, na essência. Mas sinceramente sei lá, eu não tinha um role muito grande de amigos e axo que fui amiga deles, no sentido verdadeiro da palavra, mas será que há alguma coisa de errado comigo a esse nível? Alguma coisa importante que faz com que realmente ninguém sinta a minha falta se eu não estiver? Uma amizade verdadeira é substituivel? Mas eu já tinha chegado à conclusão que as amizades que eu conhecia não eram propriamente verdadeiras, pelo menos como eu as julgava ser e como vejo nas relações de outras pessoas, não é verdade? Uma coisa é dizer outra é sentir e axo que hei-de sempre ficar desiludida com isto porque qualquer sinal de amizade e de carinho me faz ter esperança nas pessoas e na relação que tive, tenho ou posso vir a ter com elas. E portanto, depois acabo por me desiludir uma e outra vez, porque é facto que as pessoas dizem muita, muita coisa da boca para fora. A sério começo a ter medo. Eu sei que toda a gente pode ter amigos, absolutamente toda a gente. Sei toda a teoria que isso envolve, sou consciente disso. Mas na realidade sinto muita insegurança, cada vez mais porque eu até vejo pessoas tímidas com amigos, pessoas inseguras com amigos e vejo pessoas maldosas e com ideias a meu ver não muito correctas com amigos, então porque é que ninguém sente esse afecto por mim. Eu tenho a certeza que nunca fiz mal a ninguém. Mesmo que alguma vez tenha desejado dar uma má resposta, por alguém no lugar eu nunca o fiz, então também ninguém ficou ofendido por mim. Não atraio mesmo pessoas. Devo ter uma barreira desenhada na cara. Como se as pessoas olhassem e dissesse na minha testa que não quero confianças com ninguém. Tou cansada. Desde ontem que voltei a sentir aquele cansaço que sinto quando a cabeça não anda mesmo em ordem. É um cansaço emocional que chega a ser físico também. Só me apetece chorar e não consigo. Foi desde que fui à universidade, é um facto. Quero pensar que sou capaz de levar aquilo na boa, e hoje até me consegui convercer disso e esperar pelas inseguranças e nervosismos para lidar com eles mas o facto é que desde aí que estou mais sensivel. Amanhã acordarei melhor, talvez tire as primeiras fotos minhas do verão imaginem, já tirei algumas mas nunca estou, tou sempre atras da camara. Continuem um bom fim de semana.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 00:14
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Sábado, 11 de Setembro de 2010

Hoje estou em baixo, estou mesmo deprimida. Estou naqueles dias que parece tudo mal, parece que a minha vida não está a fazer sentido. Depois de ontem ter ido à universidade já não fiquei muito bem disposta, mas hoje inda fiquei pior. Fui pagar as propinas por aqui porque apesar de ter colocado no titulo do e-mail que mandei à secretaria que era urgente, fizeram de conta que não era nada e não me responderam apesar de estarem umas horas com a secretaria fechada para precisamente responder aos e-mails. Como hoje era o ultimo dia para pagar as propinas, eu fui pagar a propina deste mês e agora vou paga-las todos os mêses. Vou ver se ponho isso no telemóvel. Depois queria ir lanchar ou qualquer coisa e pedi à minha mãe se não queria ir dar uma volta comigo depois de eu ir ao banco, mas ela disse que não lhe apetecia muito, e eu fiquei chateada, nem disse nada. Fui ao banco e fiz quinze quilômetros até à staples para comprar um caderno, uma caneta e um estojo que também é carteira. Estava cheio de gente, cheio de putos a repetir o nome das marcas MAPED e AMBAR por todos os corredores. Se eu podesse dava um par de estalos a cada um, com o humor que estava e com aquela brincadeira estúpida que me entrava pelos ouvidos em cada corredor que eu ia. Senti-me mal porque lá andava eu sozinha no meio de tanta gente. E fiquei triste porque às vezes sinto-me sozinha, porque cada um anda com os seus amigos ou nem estão por cá e eu ando aqui, tenho a minha mãe com quem gosto muito de sair mas ela nem sempre percebe bem porque é que eu quero tanto sair. Eu quero ver gente, quero estar com pessoas, ver coisas diferentes, distrair-me, e a minha mãe não se emporta de ficar em casa, como qualquer doméstica tem sempre o que fazer e enfim, às vezes fico triste porque ela diz-me que não me percebe porque tenho que querer sempre sair porque tenho que estar sempre a chatea-la. E é assim que me sinto, hoje estive a pensar e muitas vezes a minha mãe sai comigo muito para me fazer a vontade e eu as vezes penso que é querido ela sair para me fazer a vontade mas outros dias, como hoje, penso que caramba, se até a minha mãe faz o frete de sair comigo tou realmente muito sozinha. Eu não me emporto de estar às vezes sozinha, gosto de estar a pensar, a escrever, a desenhar, a cantar enfim. Mas isso é bom quando é um bocadinho a excepção, quando é o meu dia a dia começa a ser altamente frustrante. Andei mesmo triste hoje, porque é que a minha mãe não percebe que se eu a chateio é porque muitas vezes é a ela que tenho para me fazer companhia para me distrair. Isto fica um bocado mal, mas eu sou realmente muito dependente da minha mãe. Bom e amanhã estarei melhor.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 00:49
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Ontem fui à universidade e provei um bocadinho do meu stress quando lá vou. Fui bem disposta, gosto de fazer a viagem, era para ir com o meu primo mas fui sozinha porque ele não pode ir. Quando xeguei lá comecei a ver muita gente, estava à espera que não houvesse quase ninguém. A minha vontade era nem sair do carro, dar meia volta e ir embora. Tive muita vontade de o fazer mas axo que nunca pus a hipótese de o fazer de facto porque era muito mau, ia ser como quando não entrei na sala. Fui lá e estava xeio de gente, deviam ser inscrições de novos alunos. Senti-me pequenina, entrei tantando mostrar-me indiferente mas não estava. Como estava muita gente e a secretaria ainda não estava aberta e ainda por cima não levava um documento que precisava mostrar acabei por aliar isso tudo à minha falta de paciência de estar ali à espera e claro aquele mau estar que se adivinhava por estar ali sozinha com aquela gente toda à minha volta, e vim embora mal entrei lá. Fico nervosa só de pensar como será quando eu chegar lá para ter aulas. Axo melhor nem pensar nisso. Quando entro lá parece que bloqueio. Só me lembro de algumas caras a olhar para mim, de sentir que tinha as calças a dobrarem-se por baixo dos pés, de axar que ia com uma roupa que se calhar dava de mais nas vistas, enfim, de resto parece que tudo fica tenso. Como hei-de ter vontade de ir para as aulas? Eu até vou ter varias aulas com a J. e isso é bom, espero aproveitar bem isso, mas chegar lá, encarar as pessoas é como aquele momento antes de saltar no bungee jumping, é preciso ter coragem para saltar mesmo que saibamos que temos o elástico a segurar. Eu tentei contrariar os pensamentos negativos antes de entrar e até axei que consegui controlar-me, até entrar lá e ficar nervosissima. Enfim, a ver vamos. Agora já começaram os primeiros problemas, é os horarios que têm sobreposições e não me apetece resolvê-las, é as propinas que queria paga-las todas de uma vez mas o prazo acabou ha dois dias e ninguém me responde aos e-mails enfim. Tou aqui no impasse, se vou ao Porto ainda ou se pago a propina mensal por aqui caso não possa pagar tudo de uma vez. Se não puder pagar tudo lá vou eu andar a esquecer-me da data de pagar as propinas. A C. vai estar de férias nas primeiras duas semanas de aulas, como ela está por lá a trabalhar devemos sair juntas, pode ser que me anime. Para já estou triste, lá no fundo. Não quero deixar muito isso vir ao de cima, mas vim da universidade carente. Comecei a ficar ofendida com coisas parvas mas também ninguém ficou a saber e depois passa-me. Vou ver se marco uma consulta para a semana com a minha psicologa, já não devo sair na sexta para ir de fim de semana e posso adivinhar que depois da primeira semana de aulas vou ter bastantes frustrações que não vou saber gerir. Não devia pensar assim eu sei, mas devem perceber que quer vá com o pé atrás quer vá muito alegre e contente as coisas acontecem mais ou menos da mesma maneira, já provei dos dois. Por isso não me parece que seja por aí. E é isso, de qualquer maneira a primeira semana é prá caloirada por isso pouco devo lá ir, vou combinar com a J. Espero que o começo das aulas não seja tão atribulado para quem vai também começar.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 13:21
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Hoje fui fazer a radiografia que já tinha faltado duas vezes, fui lá com cara de taxo dizer para marcar outra vez e ela disse se não queria fazer naquela altura lool eu fiz e quando ela me perguntou porque o médico me tinha mandado fazer fiquei meio engasgada. Mas eu sei lá porque aquele médico me manda fazer as coisas, mandar-me fazer exames já é uma sorte. E como fico bloqueada quando não estou a contar com uma coisa, tive que fazer uma breve busca na minha memória ao que me tinha queixado ao médico lool. Acabei por dizer uma coisa meio estúpida mas enfim, ela que veja se tá tudo benzinho. Entretanto o meu pé está melhorzinho mas estou toda mordida não sei de quê mas calculo que de mosquitos ou melgas ou afins. Mas eu já axo que isto é manha para ter do que me queixar. Bom, hoje é um dia especial porque o meu irmão está oficialmente formado e habilitado para exercer porque saiu o resultado do exame final e ele passou com uma média razoavel mas com um dezoito a uma das matérias. Um orgulho lool já lembrou ao meu pai quando ele lhe disse que quando ele se formasse que lhe dava um carro novo. O meu pai engasgou-se um bocadito e disse que era quando ele começasse a trabalhar lool. Tá complicado começar a trabalhar porque é complicado arranjar emprego e porque na área dele ainda não se arranja assim grande coisa porque está tudo dominado por um ou outro escritório cá da zona mas enfim, ele está a trabalhar com o meu pai entretanto já que tem essa facilidade e vai continuar a investir na formação. Quando tirar o meu curso axo que vou ter mais facilidade em termos de emprego, mas é preciso fazerf o curso e eu estou tão atrasada que dá medo pensar nisso. Só de pensar que se tudo corresse imaculadamente bem tinha três anos de aulas pela frente ainda, fico com um nó no estômago. Às vezes penso se vale a pena, se é possivel. De qualquer maneira a minha hipotese agora é continuar, não vou perder quatro anos da minha vida na universidade porque não sei se vai correr bem, quando há coisas que me estão a atrapalhar e que se calhar me atrapalhariam em qualquer outro sitio. Enfim, a ver vamos, espero que este ano corra bem. Por falar nisso saiu o horário e enquanto o passava para o excel de maneira a ver direitinho as sobreposições e assim fiquei com um nó no estômago. Saber que vou enfrentar as pessoas, os professores, professores menos bem dispostos, professores que esperam que saiba coisas que não sei, sei lá. Tou a stressar um bocado com isso, estou com medo e sem vontade alguma de sentir aquele desconforto, aquele mau estar por ter que enfrentar essas coisas. Já dei por mim a pensar que era bom ir trabalhar para a empresa do meu pai, fazia companhia ao meu irmão, começavamos agora que a empresa mudou de lugar e está a estruturar tudo outra vez enfim. Era confortável. Hoje também estava a falar dum sonho que tenho com a minha mãe, de um negócio muito particular que fomos craindo nas nossas cabeças em conjunto e estava a pensar que bom que era fazer isso em vez de estar no curso e a aguentar aquilo. Era confortável. Mas será que na realidade, lá no fundo quero o que é confortavel. Bom, idealmente até era, mas as coisas complicadas também iam aparecer nesses negocios e eu ia-me atrapalhar com as mesmas coisas que surgissem, enfim. Eu tenho é que me resolver a mim. Mas por outro lado, será que as resolvia melhor se não enfrentasse algumas coisas que enfrento na universidade e que me põem a sentir pequenina. Enfim lool tantas suposições. Aliás como sou sempre.... xeia de suposições.

Amanhã o T faz anos, vou-lhe mandar uma mensagem, não sei o que dizer nem me apetece pensar nisso. O indispensavel, tal como ele fez. E é isto, mais um textinho de interesse duvidoso e de extensão alargada.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 22:42
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Sábado, 4 de Setembro de 2010

Tenho estado a trabalhar na empresa do meu pai. O meu irmão começou a trabalhar lá mas para não ficar sozinho no escritório nesta altura, fui com ele e estamos a aprender a fazer umas coisas, eu não faço muito mas pelo menos estou lá nem que seja de vez enquando para aquilo não ficar sozinho enquanto se tem que ir fazer alguma coisa enfim, tenho ido pra lá e até é bom sentir-me util e ver pessoas e assim. Uma coisa que tenho tirado da experiência é uma coisa bastante estúpida ou não estivesse a falar de mim não é verdade. É que aquilo tem armários meio espelhados e eu vejo-me ao espelho à hora que quero o que tem sido bom porque descubro que não estou tão mal como me sinto quando estou "lá fora" e não me posso ver e sinto que estou um bichinho. Portanto eu vou trabalhar e ver-me ao espelho.... o que faz isso de mim? Mas a sério que isto não é vaidade pura e dura, ou melhor, não é só vaidade, porque também o sou obviamente, mas para além dos dias em que me sinto mal quando me olho ao espelho, também me sinto muitas muitas vezes mal quando não me posso ver e simplesmente posso ter uma imagem de mim mesma criada por mim. Quando vou para a universidade, nomeadamente, mas não só, vejo as pessoas e sinto-me um bichinho ali no meio. Enfim é o tipo de coisa que me ocupa a cabeça, o que por si só revela como isto anda. Outra coisa que posso retirar do trabalho é o entorce que fiz no pé. Salto extremamente alto + cãozinho endiabrado todo contente por me ver, só podia dar num tombo monumental, o segundo da semana, mas desta vez com direito a entorce. Lá fui eu ao hospital, onde me atendeu um médico espanhol extremamente simpatico.... ou não. Olhou para o meu pé, diagnosticou entorce e para não ser o unico mal disposto disse-me logo que me ia doer muito tempo, não fosse eu ter esperanças. Bom, não parti nada mas estou lesionada o que equivale a não poder fazer nada que me pedem cá em casa lool. Isto é o que digo a brincar mas cá em casa não me dão dessas abébias lool. Ontem vi o T., para reforçar o meu dia lool. Não me cumprimentou mas lá foi porque tava a falar ao telemóvel e a conduzir, e com alguma infantilidade à mistura ao que me pareceu, mas não fingiu que não viu simplesmente não cumprimentou. Não tenho saudades da relação que tinha com ele. Nem sequer sei se tenho saudades dele, porque no fundo vivi sempre com ele como namorada e isso não me deixa saudades. Mas no fundo no fundo, tenho uma ligeira mágoa por ele não se conseguir dar comigo por eu não gostar dele como ele de mim, levando os amigos que começava a fazer. Agora ele sai, vai com eles, divertem-se, eles consolam-no enquanto eu fico em casa. Claro que as coisas não são assim tão lineares e eu conscientemente sei que não deve ser fácil estar com alguém que se gosta e que não gosta de nós e também sei que não podia estar tão dependente de um pequeno, muito pequeno grupo de pessoas. Mas era assim que estavam as coisas e eu tenho uma certa mágoa por não poder ter aquela amizade com as pessoas que andava a sair, por causa dele. Obviamente não sou maluquinha e sei bem o que está implicado e sei bem o porquê das coisas e sei que muito dificilmente poderia continuar a fazê-lo, mas havia uma minuscula possibilidade de isso acontecer e mesmo que não houvesse axo que ia sentir sempre essa magoa lá no fundinho. Enfim, agora estou empenhada a aproximar-me das pessoas que quero e não valorizar tanto as pessoas que tinha simplesmente porque as tinha e era suposto que fossemos muito amigos. A familia não se escolhe, os amigos sim, não é o que se costuma dizer? Eu tive sorte com a minha familia mesmo sem a escolher, agora tenho é que escolher quem quero ter na minha vida e não estar sempre a aproveitar as pessoas que se aproximam. Olhem, hoje a Diana Chaves disse numa entrevista ao Daniel Oliveira que não corria atrás de quem fuge, ora aí está uma boa frase. Não quero correr atrás de quem me foge. Não posso é fugir mais do que fujo, é certo, tenho que me deixar aproximar das pessoas, mas hei-de deixar as coisas fluir, é com esse espírito que estou hoje e que espero ter agora. E é isto que vos conto por hoje.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 20:51
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

É quando começamos a receber visitas de pessoas que foram educadas com nós para nos mostrarem os bebes delas que começamos a perceber que não vamos para novas. Hoje conheci o bebé de uma amiga que é da idade do meu irmão mas enfim, eu cresci com ela e enfim, é estranho ver agora ver assim as pessoas que eram tão novinhas e agora têm filhos e responsabilidades diferentes. Ela não teve uma vida fácil e a familia dela, o pei dela morreu com cancro há algum tempo e depois nasceu o filho do irmão dela e agora o dela e é uma forma de animar a casa e a mãe dela tá bem diferente muito mais animada, enfim é optimo ver isso. Fico um bocadinho emocionada por ouvir ela a contar do parto e tudo mais, depois contou como agarrou a mão do marido quando estava a por os pontos (essa parte não é muito emocionante) e agarrou tanto a mão dele que ele até disse que nem teve coragem de ir ver o bebé porque ela estava a agarra-lo com tanta força que percebeu que lhe tava a custar enfim, é tão querido ouvir isso. Enfim estou um bocadinho carente. Peguei no bebé e ele era muito sossegadinho, a minha mãe disse que tinha mais jeito que ela que já se tinha esquecido se calhar porque teve medo lool. Eu tenho sempre um bocado de medo de pegar em bebés e tenho vergonha de fazer asneiras e enfim, mas peguei nele e ele agarrou-me o dedo e esteve lá quietinho enfim, é muito fofo. Eu só de pensar em casamento, em filhos, dá-me tanta vontade só faltam alguns pormenores tipo o curso feito, dinheiro, trabalho e talvez alguém com quem casar e ter o filho. Outra coisa que eu sinto para além de achar que estou a ficar velha de mais para o que eu julgava ser os vinte e dois anos, é como se os miudos que agora estão nos dezoito anos e por aí me estivessem a roubar a minha época, isto é, agora é o tempo deles, o tempo em que se tira a carta, o tempo em que se começam a sentir adultos, o tempo em que saem pras discotecas porque já são maiores de idade (já saem antes mas enfim, o sentimento é outro), escolhem a universidade ou vão trabalhar enfim. É altura deles, e eu conhecia-os novinhos e não me vi crescer nem a eles. Eu sei que este sentimento é capaz de ser um bocado precoce mas eu sinto que não vivi muito bem essas alturas, não fui uma adolescente como as outras, não sinto que fui plena nessas alturas e agora sinto um bocadinho de ciumes quando os vejo tirar a carta e assim, agora já não é novidade eu ter a carta e estar a ficar adulta, agora a novidade são eles, enfim. É um bocado ridiculo mas sinto mesmo isso. E reforça um bocado aquele sentimento que tenho de estar a perder tempo, parece que não fui grande coisa, não fiz o que podia, não fiz tanto como era suposto. Quando me vêm dizer das pessoas que fugiam de casa para sair à noite, das pessoas que foram trabalhar numa coisa menos divertida para poderem ir passar as ferias com os amigos ou o namorado, quando me falam dessas histórias que costumam a acontecer na adolescencia e por essa altura eu fico pior do que estragada porque afinal de contas a coisa mais arriscada ou especialmente estimulante que fiz ultimamente foi o quê? Comunicar com uma Inglesa à frente de pessoas? Sair com pessoas com quem já não saia há bastante tempo? Acabar um namoro de quatro anos que suportei muito tempo? No filme The Girl Next Door, um filminho light, a rapariga pergunta a certa altura ao rapaz qualquer coisa como qual foi a coisa mais doida que ele fez ultimamente. No inicio do filme ele não tinha grande coisa para lhe responder, no meio do filme ela já o tinha posto a mergulhar na piscina alheia nú, entre outras coisas. E é disso que falo, não de mergulhar nua na piscina alheia, por mais interessante que isso podesse ser, mas de fazer coisas divertidas. E pronto, estou numa crise de meia idade com vinte e dois anos. Espero é que se aparecerem as oportunidades de me divertir à grande, ter o descernimento de me saber permitir divertir. E é isto que vos conto por agora.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 01:45
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