saga de uma tímida/insegura/atrapalhada/parva cujo dom é sonhar

Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

No outro dia estava a falar com a minha mãe e ela pôs-se a pensar que se visse bem a minha personalidade em criança ainda se via agora lool. Rimo-nos um bocado mas a minha mãe estava mesmo a aperceber-se daquilo. Viu isto porque eu às vezes fico muito aborrecida como os adolescentes, não consigo estar parada e estou sempre a perguntar-lhe se vamos fazer alguma coisa e fico zangada quando não pode ou não lhe apetece fazer qualquer coisa e sinto-me mesmo aborrecida e chateada quando não tenho nada para fazer, são os chamados bichos carpinteiros. Ela diz que já na altura eu era assim, tinha que estar a fazer alguma coisa, se estivesse aborrecida tinha que fazer uma asneira, ou a enfiar qualquer coisa nas tomadas, ou a dar banho aos gatos na sanita. Eu disse que agora não fazia asneiras, a minha mãe tentou dizer que sim e eu perguntei-lhe qual foi a ultima asneira que eu fiz e lá a convenci que sou bem comportadinha. Mas a minha mãe disse-me que isso devia estar por aqui escondido. Também falou do facto de eu seduzir as pessoas, quando iamos buscar o meu irmão à escola havia lá um quiosque onde vendiam gomas e eu gostava de ir brincar em frente ao quiosque do senhor que dizia que quando fosse grande ia partir muitos corações e depois dava-me uma goma. Todos os dias! E eu gostava de ir brincar para ali, a minha mãe ralhava mas eu acabava por ir lá. Mas a questão é que eu juro que me lembro de fazer aquilo inocentemente. Essa parte de seduzir as pessoas também ha-de estar por aqui escondida, bem escondida. Depois falamos de varias coisas que nos lembramos e em que eu levava à letra o que me diziam, pois que se o senhor dizia que eu podia comer as amendoas da montra à vontade, eu comia-as todas, pois que se me diziam que aquela coisa saborosa no prato era só pra mim (na brincadeira), eu comia tudo, enfim, não queria dar exemplos so de comida mas não me lembro agora de mais nenhum lool fica a ideia de que eu era inocente a creditava no que as pessoas me diziam, não havia fretes. Mas isso é coisa de criança, e é tão bom. Basicamente lembro-me de ser tímida e dizem-me que era muito irrequieta e extremamente, acentue-se o extremamente curiosa. Se me dissessem para não fazer aquilo tinham que me explicar porque com detalhes porque se não eu ia ver o porque de aquilo não se fazer. Axo que hoje isso se reflete se calhar quando eu tento perceber a razão porque eu ou outra pessoa reagiu desta ou daquela maneira, ao estudar essas coisas nas pessoas, os comportamentos das pessoas, axo que faço muito isso. Talvez continue ligeiramente curiosa. Gostava de ser um bocadinho mais espevitada como na altura. Sera que na altura se podia fazer alguma coisa para que a timidez que sentia na altura não aumentasse para a maneira que é hoje. E será que ainda existe alguma coisa de quando aprendia as coisas só de ver ou ouvir, como quando aprendi os numeros muito antes das outras crianças, quando as educadoras mostravam as minhas "habilidades" umas às outras enquanto as outras crianças brincavam, quando peguei numa flauta e toquei uma musica só de ter visto o meu irmão a estudar, quando aprendi inglês sozinha ao traduzir as munhas musicas favoritas, quando não estudava para os testes porque bastava o que ouvia nas aulas e isso aconteceu muito tempo mas agora não tenho grande capacidade de estudo talvez porque já não tenho esse habito. Ou seja, claro que as nossas crianças são sempre mais inteligentes e fazem coisas mais giras, é essa a ideia que temos até de nós proprios quando eramos pequeninos mas eu até que era uma criança inteligente dentro da minha normalidade. Agora parace que saí de uma tuma de bons alunos no secundário e descobri que afinal eu andava ali escondidita e por engano me foram dando umas notas jeitosas ou então talvez os apontamentos das boas alunas nos tenham ajudado, mas há quem se esteja a dar melhor na universidade, por isso não é por aí lool. Mas às vezes dá-me assim a sensação que se calhar olha facilitaram-me a vida, andei aqui a brincar e agora estou na universidade rodeada de alunos dos melhores colegios privados e antes de os ouvir falar já tenho a sensação que sabem muito mais que eu. Claro que estou a brincar, mas se formos assim aos pensamentos e sentimentos mais primários que tenho quando estou na universidade até nem estou a brincar muito. E foi isto que conversei com a minha mãe noite dentro.

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escrito por sonhadoraincuravel às 04:29
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Fui ver o Um sonho possivel com a minha mãe e gostei muito, pela companhia e pelo filme. A história foi tão fofinha e quando vi que era  baseada em factos reais fiquei ainda com mais admiração por aquilo. Ainda não vi nenhuma crítica ao filme, não sei se dizem bem ou mal, notei há uns tempos no tom de um comentador que axava que o filme não tinha sido grande coisa mas enfim, eu gostei essencialmente da prestação da Sandra Bullock que adoro e da história. Faz-nos pensar como podemos fazer a diferença na vida das pessoas. Eu penso muito nisso axo que é uma das minhas ambições, tenho vontade de fazer a diferença na vida das pessoas, no sentido positivo obviamente. Normalmente não é nesse sentido, da adopção de uma criança, ou neste caso quase de um adulto, mas gosto muito quando ensino qualquer coisa a uma criança, por exemplo, na esperança que um dia ela se lembre que eu lhe ensinei aquilo. No filme uma mulher adopta um jovem quase de dezoito anos que lentamente vai revelando que teve uma vida dificil, dá-lhe a primeira cama, lê-lhe a primeira história. Bom, é muito giro e pensar que alguém teve aquele bom coração é bom. Axei giro que se tratava de uma familia que toda ela estava bem formada no sentido em que as crianças sentiram um pouco o desconforto de ter uma pessoa estranha e diferente lá em casa mas acabaram por aceitar tudo aquilo porque era o certo, porque faze-lo os fazia sentir uma satisfação. Falou-se nisso também, na satisfação que tiramos ao fazer bem aos outros. Eu axo isso bonito mas bastante controverso. Quando fazemos alguma coisa pelos outros sentimos satisfação por nós ou por ela? Enfim, são coisas que me estão a passar pela cabeça agora mas axo que não vou entrar em muito pormenor. Mas às vezes é dificil dizer até que ponto as pessoas estão de facto a fazer alguma coisa realmente pelos outros. O ideal era que fosse como no filme, uma pessoa ver outra que está mal, que está a sofrer e pegar nela e ajuda-la no que era possivel e fazer com que muita coisa boa fosse possivel. Enfim, mas se calhar as coisas não são tão lineares e é preciso que as pessoas queiram ser ajudadas. Enfim já estou a divagar muito e a pensar em coisas que nem têm muito a ver com isto. O que concluo disto é que é muito bom ver que as pessoas podem fazer muito bem a outras sem pedir absolutamente nada em troca embora se espere sempre e legitimamente o afecto da outra pessoa. E no fundo tudo se baseia nisso, no afecto e no amor. Relativamente a isso da adopção ouvi ha uns tempos uma mulher que adoptou um filho e não pos qualquer limitação ao tipo de criança, idade, sexo, doenças, limitações. Não devia ser nada de espectacular. Mas é. Não sei se era capaz de faze-lo, não sei se teria coragem de adoptar uma criança que tivesse uma doença ou uma limitação. Não sei se era suficientemente corajosa ou psicologicamente forte para aguentar algum sofrimento que criança podesse vir a ter, se já soubesse que isso era possivel. Mas quando engravidamos não passamos pelo mesmo? Não podemos dizer se queremos loiro de olhos azuis, perfeitinho e quando o temos, normalmente, mesmo que nao fossemos fortes antes, ficamos fortes e correspondemos às necessidades que a situação exija. Disse que não sabia se tinha coragem de adoptar uma criança com algum problema maior, mas também axo que não era capaz de escrever numa folha que queria uma criança de tal idade, com tais características. Não estou a julgar ninguém, as coisas não são assim tão simples. Enfim sou muito idealista mas não sei se sou muito corajosa, talvez um dia crie algum espaço que permita umas condições mais ideais para algumas crianças. Axo que isso me ia realizar muito. Espero ter a coragem.

See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 00:19
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