saga de uma tímida/insegura/atrapalhada/parva cujo dom é sonhar

Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

 

 Ao andar por uns blogs encontrei a questão do casamento homossexual. Encontrei opiniões muito reveladoras. A questão daquelas pessoas que se vêm resignadas a ter que aceitar uma coisa que não concordam muito, mas "são a evolução dos tempos", a questão das pessoas que não concordam que se dê o nome casamento ao casamento entre gays, a questão das pessoas que simplesmente não concordam que a lei seja aprovada porque casamento vem da palavra casal e por isso não pode ser porque casal tem que ser homem e mulher e a questão das pessoas que reclamam que se deviam discutir outros assuntos que isto não tem jeito nenhum que as outras questões é que são importantes e isto não tem interesse nenhum. Ora, foi-me mais dificil encontrar alguém que comentasse a coisa de uma maneira que fosse mais de encontro àquilo que axo sensato. Eu não vou por a questão de gays se poderem casar pela igreja porque isso não vai acontecer tal como não vamos ouvir a igreja falar bem de preservativos porque afinal todos os catolicos e seres humanos que se prezem têm sexo com uma só pessoa e com o fim de procriar pelo que a questão não se põe. Mas é muito retrogrado que duas pessoas não possam assinar um contrato que lhes permite aceder a direitos básicos porque as outras pessoas dizem que não pode ser porque são do mesmo sexo. E ainda falam em referendo. Só essa faltava que tivessemos que perguntar à sociedade se é certo termos esses direitos que em nada interferem com as suas vidas pelo simples facto de serem gays e a gente não gostar que eles se gostem entre si lool perdoem-me a redundância. Enfim eu axo que ninguém me deve perguntar isso quando não interfere em nada na minha vida e nos meus direitos e inda por cima só vai tornar a sociedade mais justa. Depois fala-se que este não é o momento para se falar disso etc etc, aposto que muitas dessas pessoas axam que só será dia de discutir isso quando houver um 30 de Fevereiro. Claro que concordo que isto serviu para abafar outras coisas mas isso é uma coisa, outra coisa é dizer que não é o momento para discutir outras questões senão as que já ouvimos há mais de quatro anos e continuam na mesma. Outras coisas são discutidas e outras leis são aprovadas enquanto ca por fora se fala de economia e crise e esta questão foi mais uma só que usaram-na para abafar outras coisas porque dava jeito. Em relação ao nome, como já disse também lhe podiamos chamar marquise já diziam os gato fedorento. Eu axo que a maioria das vezes que essa questão se põe é mais um preconceitozinho das pessoas que até vá, pronto "aprovem lá essa treta, mas eu não! eu caso-me eles que façam outra coisa qualquer!" lool. Eu axo que é muito por aí, mais do que pela questão da origem das palavras. Se mudassemos o nome do contrato para marquise mas para toda a gente uma vez que o contrato agora muda e como não inclui só casais mas pessoas do mesmo sexo não se pode chamar casamento, aí iam reclamar na mesma certamente porque é "a tradição" e não iamos mudar aquilo só porque uma cambada de gays nos vieram estragar o negocio. Enfim, a lei está mal como tantas outras e deve ser mudada. Quanto à questão da adopção será uma questão que se porá depois e apesar de eu saber que a nossa sociedade é muito pequenina para aprovar uma coisa dessas tão cedo, quando ainda fazemos coisas tão idiotas quando somos nós, heterossexuais, a adoptar crianças, axo que tão cedo quanto possivel devemos ter a iniciativa de nos informarmos sobre o assunto. Isto porque se formos ver a outras sociedades e países em que a adopção or homossexuais é permitida, vemos que as coisas são diferentes do que pensamos. Uma criança que cresce numa familia gay, nem se torna homossexual e é muito menos preconceituosa em relação a uma data de coisas incluindo obviamente a homossexualidade e não sofre com a discriminação como se possa pensar porque simplesmente não compreende o que há para discriminar com aquilo. É muito interessante ver algumas coisas que ja se fizeram pelo mundo. Enfim, eu aceito até quem tem preconceitos porque não temos todos que nos adaptar da mesma maneira quando começamos a entrar em contacto com novos realidades que antes não eram tão publicas. Mas o que eu tento fazer é pensar sobre o assunto, informar-me e pensar em mim e nos outros porque falar por falar e ter uma opinião porque sim, porque é diferente ou por qualquer outro tipo de motivo que não é fundamentado ou é mal fundamentado, aí não vale a pena e não evoluimos como seres humanos. E enfim, já tagarelei muito por agora. Cuidem-se, sejam mais liberais, mais justos e não se preocupem tanto com as vidas dos outros quando não lhes diz respeito. See ya

escrito por sonhadoraincuravel às 17:03
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